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Ana Wanke

Turismo e Aventura

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Depois daquela curva

Depois daquela curva

11 outubro 2017 27 de março de 2019 Fabio MarchioroInspiração, Saúde

Já fui chamado de volúvel. Já fui chamado de superficial e inconsistente basicamente porque tenho necessidade… não… melhor… uma sede incontrolável, absoluta, por informação. Isto me faz ir à caça de dados, não importa onde eles estejam.

Lutei judô e fui campeão sul-brasileiro. Lutei karatê. Fui goleiro de futebol de salão. Atirei com arma de fogo (curta e longa) e arco e flecha. Joguei vôlei, andei de skate, pratiquei remo, toquei violão, arranho meu banjo e quando toco harmônica nossas gatinhas reclamam. Estudei Jornalismo, Direito, queria estudar Psicologia, me formei coach e estudo aplicações no mercado financeiro.

Já morei fora do país, voltei para Curitiba e estou pensando em ir embora de novo. Meu perfil do Netflix sugere Marseille, House of Cards, Marco Polo, Star Trek, Castlevânia (adoro Warren Ellis), documentários sobre UFOs, sobre Arte, filmes de guerra, filmes Iranianos e os Minions. Estou lendo os livros do George Martin e obviamente estou assistindo a série Game of Thrones produzida pela HBO.

Algoritmos perdidos

Sabe aquela funcionalidade da Amazon “se você comprou isto vai gostar daquilo”? Adoro o que eles indicam. Como leio e pesquiso sobre os temas mais disparatados e recentemente compramos diversos livros em áreas do conhecimento completamente diferentes, encomendamos um sabão de aço para tirar cheiro de cebola da mão (funciona mesmo), cabos para conectar monitores e sachês de magnólia para perfumar os armários, acabamos dando um tilt na cabecinha dos duendes amazônicos. Hoje chegou um email oferecendo uma caixa com livros sobre pensamento estratégico, um filme da Sandra Bullock (Miss Congeniality), baterias de 9 volts e o livro “Quantum Physics For Dummies”.

O que quero dizer com esta volta maluca é que tenho uma necessidade de me expor a fontes de informação variadas pois meus interesses são variados. O que já serviu para me rotular de volúvel hoje me faz ser flexível e me torna capaz de lidar com um leque maravilhosamente diversificado de possibilidades e circunstâncias. E isso é, para um coach de Pontos Fortes, requisito essencial.

Conclusão – minha vida inteira estive me preparando para ser o que sou e fazer o que faço hoje. E se não tivesse sido flexível em minhas escolhas e caminhos eu ainda estaria sofrendo, fazendo audiências na Justiça do Trabalho. Nada contra quem gosta. Só não era o meu caminho.

Acho que ficou claro que não subscrevo, em absoluto, o conceito de que a gente deve ficar dando murro em ponta de faca. Sou contra a ideia de criar raízes onde o solo não é, para mim, fértil e agradável. Busquei a vida inteira uma atividade profissional que me desse sustento financeiro e a sensação de estar efetivamente contribuindo para mudar para melhor a vida das pessoas.

Hoje, depois de todas as viagens, mudanças, planos, pessoas e situações que enfrentei, afirmo que minhas raízes crescem, firmam minha posição e me ajudam no meu trabalho.

O que me fez continuar

Não ache que toda esta atividade, ao longo dos anos, foi um passeio de escuna em uma enseada calma e bonita. Tomei decisões erradas, enfrentei (muitas!) tempestades e paguei caro pelos meus erros. Mas, tudo considerado, acertei mais do que errei. Caso contrário não estaria trabalhando com coaching como estou agora.

E não importava se lá no meio do mar a noite estava fria, chovendo e eu estava sozinho. Eu continuei. Não importava se a ventania rasgava as velas. Eu continuei. No outro extremo, os diversos desertos (físicos e emocionais) que cruzei, sempre me instavam a continuar. Essa atitude se resume em uma palavra: esperança.
Não falo em um sentimento religioso ou algo intangível. Era uma esperança concreta, inabalável, verdadeira que, depois daquela onda, daquela duna ou daquela curva eu encontraria o que estava buscando. Eu sempre continuei. Lembro de uma frase de Newt Gingrich: “A perseverança é todo o trabalho duro que você tem que fazer depois de estar cansado de todo o trabalho duro que você já fez”.

Essas duas irmãs andam juntas. A esperança é o sopro de ar que mantém acesas as brasas da perseverança. Pense bem: nem que seja lá do mais fundo cantinho do nosso ser, sempre conseguimos produzir, por menor que seja, um exalar silencioso, um expirar consciente ou um assopro ruidoso. Se existe algo que realmente só depende de nós, é individual, tem nossa marca, nosso nome e nosso destino atrelado a si, é o fato de jamais permitirmos que nos tirem a esperança.

Conheça a si mesmo. Olhe para o infinito repositório de possibilidades que é o seu interior e…

Nunca… nunca perca a esperança. Como?

Pergunte a si mesmo:

  1. Sobre qual tipo de situação eu efetivamente tenho controle?
  2. O quão verdadeiramente importante era _____ (o quê ou quem) na minha vida? Esta ausência realmente faz com que todo o resto da minha vida perca o sentido?
  3. Quem é a pessoa culpada por essa situação? Descobrir o culpado faz diferença ou estou meramente evitando encarar a verdade?
  4. Que mentiras estou contando para mim mesmo? Escreva sobre a situação e, depois de algumas horas, releia o texto.
  5. Estou buscando oportunidades? Como eu poderia fazer isto?
  6. Já fui para a academia esta semana (mês – ano)?

Pense:

  1. Existe mais do que uma resposta certa.
  2. A chegada do momento perfeito depende mais de você do que dos outros.
  3. Você sempre terá escolhas.
  4. Não existe uma situação mágica que vai se materializar na sua frente. Não existe transição súbita do preto para o branco: estamos sempre navegando em tons de cinza.
  5. A única certeza é a impermanência.
  6. Você pode (e deve) ser o herói da sua própria história.
  7. Olhe em volta: você sempre vai encontrar alguém disposto a ajudar.

Faça isso:

  1. Faça uma lista de atividades interessantes das quais você ainda não participou. Que tal fazer uma agora?
  2. Vá para o seu quarto e… abra as comportas. Às vezes uma boa chorada ajuda mais do que um ombro amigo.
  3. Entregue-se, por um tempinho, a uma atividade que você aprecie: tricô, cozinhar, caminhar na natureza, jogar videogame, atirar com arco e flecha, correr na esteira ou qualquer outra atividade que faça com que você se concentre naquele momento específico. Esqueça o mundo lá fora. Assistir a um filme que você gosta muito e consorciar com o item 15 desta lista pode ser uma boa ideia.
  4. Distancie-se um pouco da fonte do seu problema. Reflita e gere alternativas antes de tentar encarar de frente.
  5. Faça exercício.
  6. Faça exercício.
  7. Faça exercício. O exercício físico libera endorfinas que fazem com que a gente se sinta melhor e mantenha a esperança.

A propósito: notou que esperança rima com perseverança?


Texto publicado originalmente no site ImagineNation Coaching

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Fabio Marchioro
Fabio Marchioro
Coach de Pontos Fortes pela metodologia Gallup, é escritor, jornalista e advogado. Seu maior talento é a empatia em compreender o que as pessoas precisam e ajudá-las a traçar objetivos e atingir seus potenciais. Fabio ajuda indivíduos e equipes a encontrar sintonia naquilo que fazem de melhor para replicar o sucesso e alcançar níveis de excelência ainda mais altos.
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