Caminhar não é esporte. Embora as empresas de equipamentos esportivos tenham descoberto nela um grande filão: Não, não é um esporte! Não se trata de quem chega antes, no menor tempo ou acumula a maior rodagem. Vale o parêntese para explicar: em uma das tirinhas do Calvin e Haroldo, o Calvin pergunta para o pai porque os adultos gostam tanto de colocar números em seu lazer. A graça é justamente essa: gente grande gosta de estragar com a brincadeira mensurando tudo. Minha (recente e curta) experiência com a peregrinação segue a mesma falsa inocência da tirinha do Calvin: qualquer estatística tira toda a graça do percurso. Transformar a experiência em números reduz o processo a nada. Minha primeira jornada foi
Estávamos perto das festas de final do ano de 2017, quando recebi um telefonema inesperado. Era a Maria Angela Dalcomune, uma super caminhante e que foi diretora de vários parques estaduais no Paraná me convidando para conhecer o Parque das Lauráceas, o maior parque estadual do Paraná com quase 30 mil hectares. Fiquei curiosa, pois o Parque era pouco divulgado, bem isolado e de difícil acesso, entre os municípios de Tunas do Paraná e Adrianópolis no Vale do Ribeira (divisa com São Paulo) a 120 km de Curitiba. Apesar de ter sido criado em 1979, o Parque Estadual não estava aberto à visitação pública, apenas para pesquisadores autorizados. Fiquei muito feliz em saber que o Instituto Ambiental do Paraná –
Logo depois da fantástica trilha para subir ao Campo Base do Annapurna seguimos viagem a Pokhara e Sauraha, quando nos encontramos com paisagens bucólicas e planícies de grande contraste com as altas montanhas das quais acabávamos de sair. Chegou o esperado momento de fazermos nossa expedição sobre elefantes para observar animais selvagens em seu habitat natural, a qual por situações incríveis durante o percurso teve um toque especial de aprendizagem e reconhecimento do que é a amizade. Foram momentos de desfrute e tensão ao mesmo tempo. Animados e ao mesmo tempo apreensivos emocionalmente pela ideia de subir nas costas dos “bichinhos”. Formamos quatro grupos de quatro pessoas sentadas numa cestinha sobre um elefante e um condutor do animal. Fomos tranquilizados
Alguns anos atrás eu e um amigo (Luiz Henrique) fizemos a trilha Salcantay no Peru, (descrito em outro tópico do meu blog), passando pelo monte Salcantay e terminando em Águas Calientes, aonde também conhecemos o Machu Picchu. Foi o desafio dos meus 50 anos! Acho que o tempo passa e nós nos perguntamos cada vez mais – aonde estão os nossos limites? Pois desde este primeiro desafio fiz vários “check-ups”, dieta, academia, reeducação alimentar, caminhadas, …, e após perder 15 quilos, apesar dos quase 55 anos, eu ainda me julgava capaz de desafios ainda maiores. Eu queria algo desafiador e reiniciei minhas pesquisas analisando algumas opções de trilha no Himalaia – a cadeia de montanhas mais altas do mundo. Logo
Que tal dar uma olhada e ver se você está se conduzindo direitinho quando está em meio à natureza? Participa com ética em ambientes naturais? Segue um resumo do Código de Ética da Montanha da Union Internationale des Associations d’Alpinisme (UIAA) conforme aprovado pela declaração em Porto/2009: RESPONSABILIDADE INDIVIDUAL: Sendo uma atividade de risco de acidentes, as ações individuais não devem comprometer a segurança das pessoas ao seu redor. ESPÍRITO DE EQUIPE: Membros da equipe devem estar cientes das necessidades uns dos outros e ajudar mutuamente para o equilíbrio através de compromissos e concessões. COMUNIDADE DE ESCALADORES E MONTANHISTAS: Todos devem e merecem o mesmo respeito em ambiente de montanha. VISITA À PAISES ESTRANGEIROS: Comportar-se com cortesia e em harmonia com
Estávamos em uma viagem em família e era nosso segundo dia em Bangkok. Já tínhamos passado a manhã pelos templos, sob o sol escaldante da cidade e então minha família e eu resolvemos ir a um shopping comer algo e nos refrescarmos no ar condicionado. Quem disse que na cidade não dá para fazer uma boa caminhada? Mas a história dessa caminhada que vou contar aconteceu sem planejamento. Bangkok é surpreendente e os shoppings são um capítulo a parte nessa cidade de contrastes fascinantes. Os shoppings, que se estendem pelos dois lados da avenida, se interligam por passarelas elevadas e com inúmeras lojas e opções de restaurantes e cafés para todos os gostos e bolsos. Você pode ir de um
Uma conjunção perfeita de lagos, rios, montanhas, vales e estepe infinito, caminhando por essa sucessão de imponentes paisagens tendo a natureza na sua máxima expressão – Assim eu defino a Patagônia! Deu para perceber que sou apaixonada pela Patagônia? Ela é um dos meus destinos favoritos. Todo ano faço roteiros para a parte Argentina, mas desta vez o destino era a Patagônia Chilena! Eu estava fazendo pela segunda vez o Circuito W, em Torres del Paine e fui com um novo olhar: Com o olhar de quem estava prospectando uma nova trilha para colocar no calendário da empresa Ana Wanke Turismo e Aventura! Falando em olhos atentos, na Patagônia os animais se mititizam na paisagem. Nas estradas que cortam a
Se você, assim como eu, gosta de estar na natureza, já teve a oportunidade de literalmente “lavar a alma”. Segundo a terapeuta Anna Sharp “Temos um campo eletromagnético, que vai ficando cheio de impurezas. Nada como um banho de água de chuva ou de cachoeira para limpá-lo”. Então da próxima vez que tiver oportunidade, aproveite esse momento em sua plenitude! Banho de Cachoeira: É um dos mais energizantes de todos os tipos de banho. A água que nasce nas montanhas e desce contornando as pedras oferece todo esse vigor a quem tem o privilégio de se banhar nela. Vale até dar uns gritos quando a gente entra em baixo de uma cachoeira: a falta de ânimo e o cansaço excessivo
Deixar tudo que conhece para trás e se expor a outra cultura, a outra língua. Isso é viajar! Isso nos faz ver o mundo com outros olhos e abrir os horizontes! Convido você a viajar comigo para o Nepal, um país exótico, repleto de aromas, sabores e cores. Impossível não se encantar pela amorosidade do seu povo, pela bagunça das suas ruas ou pelo seu harmônico sincretismo religioso. Isso mesmo, não dá para falar do Nepal sem entrar na sua religiosidade. Durante séculos, diferentes influências foram moldando a cultura nepalesa e houve esse grande sincretismo religioso do hinduísmo com o budismo. Hinduísmo O hinduísmo, seguido por cerca de 80% da população nepalesa, é uma das mais antigas tradições religiosas que se
Hesitei muito em escrever sobre o “meu” Caminho de Santiago. Mas, caiu-me na lembrança o título do livro de Eduardo Galeano, falecido escritor uruguaio – As veias abertas da América Latina. Este título ficou tilintando na minha cabeça. Até que, um belo dia, ele se encaixou nas minhas experiências do Caminho de Santiago. Então, motivada pelo título, eis-me aqui para compartilhar uma pequena fração do que vivenciei em sete dias de caminhada. Primeiro dia! Uhulll! Saltitante e feliz dei os passinhos inicias. Só curtindo. Sobe e desce, pedra, pasto, vaca, café, albergue, caminhantes, mais vaca e pasto, carimbo, e muitas setas amarelas. Muitos peregrinos – os calados, os falantes, os cantantes, os mal humorados, os festeiros, uns poucos à moda












