Costumo dizer aos meus clientes: “Saia do virtual e venha para o natural.”Essa frase não é apenas um convite para sair de casa. É um chamado para resgatar algo que muitos de nós deixamos para trás sem perceber: a nossa capacidade de brincar, imaginar e nos encantar. Hoje, fala-se muito que as novas gerações correm o risco de acumular mais memórias virtuais do que experiências reais. Fotos, vídeos e stories se multiplicam, mas vivências profundas ficam escassas. Precisamos cuidar para que nossas lembranças não sejam apenas registros digitais, e sim histórias sentidas no corpo, no coração e em todos os sentidos. Construa sua história com lembranças reais — cheiros, texturas, risadas, descobertas — e não apenas com arquivos armazenados na
O Caminho de Santiago é um ritual em si. Há séculos, peregrinos vindos de todas as partes do mundo caminham sobre os passos de outros peregrinos, seguindo uma rota marcada que chega a Compostela. Mas ao longo da peregrinação a Santiago realizamos outros ritos como dar três voltas ao redor de um templo para receber sua energia (Eunate), cruzar o Portal da Metade do Caminho (Astorga) ou depositar uma pedra na Cruz de Ferro para deixar para trás as mágoas, angústias do passado e expressar gratidão. Mas se há um lugar no Caminho de Santiago onde o peregrino realiza mais rituais é em Santiago e sua Catedral. Hoje nos aproximamos daquilo que todo caminhante faz ao finalizar seu Caminho. Imortalizar
Localizada no cenário privilegiado do Litoral Norte do Paraná, dentro dos limites da Área de Proteção Ambiental (APA) de Guaraqueçaba, esta ilha é um tesouro de biodiversidade e tranquilidade, encaixada perfeitamente entre o continente e o Parque Nacional de Superagui. Se você busca um refúgio onde a natureza dita o ritmo e a beleza se revela em cada paisagem, a Ilha das Peças é o seu próximo destino. Onde o Nome Encontra a Natureza A origem do nome “Ilha das Peças” é carregada de história local. Reza a lenda que a ilha servia como ponto de desembarque de “peças” — termo que, antigamente, era usado para se referir aos escravizados trazidos da África. Hoje, no entanto, o que marca a ilha não
A fascinação por trilhas de montanha atrai aventureiros de todos os níveis, prometendo paisagens de tirar o fôlego e a superação de limites pessoais. Contudo, a beleza selvagem das montanhas exige respeito e, acima de tudo, preparação. Ignorar os protocolos de segurança pode transformar uma experiência memorável em um pesadelo, como os recentes incidentes dolorosos nos lembraram. Os casos de Roberto, que ficou perdido por cinco dias no Pico Paraná e sobreviveu, e de Juliana, que foi deixada para trás, sofreu uma queda em uma cratera vulcânica na Indonésia e infelizmente veio a óbito, nos servem como alertas severos. As falhas foram diversas, abrangendo desde a subestimação da natureza até a falta de preparo físico e de equipamento adequado. Antes
Quando se pensa em praias e ilhas no Paraná, logo lembramos na Ilha do Mel. Mas tem um lugar muito especial, ainda mais rústico, com uma natureza exuberante, onde a paz reina absoluta: Ilha de Superagui. Superagüi, cujo nome, de origem Tupi-Guarani, significa “Rainha dos Peixes”, referindo-se à riqueza de vida marinha e à beleza natural da região, um paraíso ecológico protegido pela UNESCO como Reserva da Biosfera (1991). A Ilha de Superagui protege belíssimas paisagens de restinga, manguezal e floresta, emolduradas ao longe pelas montanhas da Serra do Mar, de um lado, e pelo imenso e agitado Oceano Atlântico, do outro. História A Colônia de Superagui foi fundada, em 1852, pelo cônsul suíço em São Paulo, Charles Perret-Gentil, que
A vieira é um dos mais antigos e o principal símbolo do Caminho de Santiago, mas como explicar isso se Santiago de Compostela nem mar tem! A concha de Santiago é envolta em lendas e explicações que lhe conferem diversos significados. Ela é associada a motivos práticos, simbólicos e metafóricos. LENDA: Várias são as lendas que falam sobre o significado e a origem da Vieira para o peregrino. A mais famosa remonta passagem do corpo de Santiago por uma praia próxima à foz do rio Lessa, onde havia um vasto areal no lugar chamado de Bouças (designação, até ao início do século XX, do atual concelho de Matosinhos). Esse local foi escolhido pelo grande senhor romano e pagão da região,
A Patagônia é uma jóia localizada no sul da América do Sul, que abrange quase um terço dos territórios do Chile e da Argentina. Existem diferentes versões para a origem do nome Patagônia, a mais difundida é a atribuída a Fernão de Magalhães, grande navegador português que deu a primeira volta ao mundo na sua nau Capitânia. Conta a lenda que na tentativa de descobrir novas rotas, os corajosos navegadores de Fernão entram num estreito de penhascos incrivelmente altos, com o mar cheio de ondas violentas. Nos penhascos viam-se nichos em que fogueiras tremulavam ao sopro dos ventos, acesas pelos indígenas. Daí a origem do nome Terra do Fogo (Região do Ushuaia). Os nativos daquelas regiões inóspitas eram hábeis cavaleiros
O que conhecemos hoje como Trilha Inca é, na verdade, somente um pequeno trecho de uma rede mais de 30 mil quilômetros de estradas que interligavam o Império Inca ou Tahuantinsuyu, que em quéchua pode ser traduzido como “As Quatro Regiões Unidas”. Império Inca A rede de Trilha Inca era conhecida por Chapaq Ñan, ou “Caminho Real” em quéchua, e foi organizada para que o imperador pudesse administrar de maneira eficaz o império. Não é por acaso que o marco inicial da rede da Trilha Inca era a Praça de Armas (Huacaypata) de Cusco, antiga capital do império inca, que por sua vez era dividido em 4 grandes regiões: o Chinchasuyu (Norte), o Antisuyu (Leste), o Contisuyu (Oeste) e Collasuyu
Quem não se encanta com as belezas de Machu Picchu, não é? Esse lugar chama a atenção de todos com sua infinita beleza e peculiaridades, mas você já parou para pensar qual a história por trás dessa magnífica paisagem de encher os olhos? Machu Picchu é uma cidadela localizada ao sul do Peru e ao noroeste da cidade de Cusco, a uma altitude média de 2.350m, na província de Urubamba. Foi uma região colonizada pelos povos serranos da região com o intuito de expandir os territórios e designá-los ao uso agrícola. Podemos dividir a história de Machu Picchu em várias partes: Machu Picchu com o povo inca: No ano de 1.440, o então governador inca Pachautec, durante sua campanha em
Sempre haverá feridas abertas no Caminho. Há aquelas que levamos conosco, e há aquelas que são forjadas lá mesmo. Entretanto, o mundo não pára um segundo sequer para que curemo-nos ou para que consertemos o nosso coração. Desta forma, parafraseando autores; alguns conhecidos por este que vos escreve, assim início esse texto, que se trata mais de uma reflexão. O Caminho da Fé sempre foi um roteiro mágico para mim. Desde a primeira vez que o galguei, em 2009/2010, senti uma energia especial e diferente; há um “quê” de misticismo, de uma certa responsabilidade especial da qual aqueles que resolvem seguir por seus infindáveis quilômetros são investidos. Sempre gostei da simplicidade e do sorriso fácil dos seus habitantes; do pedido singelo












